Capitu e Bentinho
“Afinal, quem tem o direito de contar a história?”
Apresentação Crítica
Fazer uma montagem teatral adaptada de um livro quase sempre é um processo árduo e complexo. E quando esse livro se trata de uma das maiores obras da literatura brasileira, a complexidade ganha ares de risco e audácia. Mas o quão necessário é se deparar com os cânones e refletir como eles reverberam na sociedade contemporânea?
Será que, em pleno 2026, ainda cabe debater se Capitu traiu Bentinho? Ou seria mais importante nos questionarmos enquanto sociedade sobre as estruturas que sustentam discursos misóginos, que atribuem ao homem o sentimento de posse sobre um corpo que não lhe pertence?
Subverter, questionar, dialogar, criar rupturas, fragmentos, paixões e isolamentos: palavras-chave que nortearam nossa montagem. Numa fusão entre Espírito Santo e São Paulo, o GTC traz ao público um espetáculo que aposta no hibridismo de artes distintas e no aprofundamento de questões urgentes nos dias de hoje.
Sinopse da Obra
Inspirada no clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis, a peça Capitu e Bentinho propõe uma releitura da célebre história que atravessa gerações. Em cena, Bruna Frari e Danyel Sueth conduzem o público por uma narrativa intensa e fragmentada, apostando em uma estrutura cênica dinâmica e que traz outras expressões artísticas para o palco do teatro.
A montagem desloca o olhar tradicional da obra para refletir sobre temas urgentes da sociedade contemporânea, emergindo uma voz que ecoa para além das páginas do romance, questionando estruturas historicamente estabelecidas. O espetáculo propõe um espaço de confronto entre memória e verdade, amor e controle, revelando como narrativas baseadas em paixões desmedidas podem se transformar e sair do controle.
Ficha Técnica Artística
Galeria de Fotos do Espetáculo (24 Fotos)
Registros visuais de apresentações em palco, bastidores e ensaios fotográficos em alta definição. Clique em qualquer foto para ampliar em tela cheia.























